06 de Outubro de 2008

Vídeo: Entrevista a Fabio Civitelli a propósito da edição especial dos 60 anos, finalizada com um Tex ao... piano!

O blogue do Tex dá a conhecer uma fantástica entrevista (dividida em duas partes) realizada no passado mês de Setembro, com o desenhador Fabio Civitelli, autor do álbum celebrativo dos 60 anos de TEX.

Para além de se ter esgotado num ápice, o álbum, totalmente a cores, tornou-se famoso pelo beijo que TEX dá à sua esposa Lilyth, se bem que toda a história suscitou uma grande aprovação por parte da maioria dos texianos, sempre atentos aos mais ínfimos pormenores.

Muito apreciada nesta histórica edição, foi a particularidade conseguida através das várias tonalidades das cores que mudam das cenas diurnas para as nocturnas, um particular cuidado que Fabio Civitelli conseguiu obter por parte dos excelentes profissionais que coloriram a história, mas melhor do que palavras, assistam aos dois vídeos que vos mostramos de seguida:.

Para finalizar este espaço dedicado ao mítico desenhador Fabio Civitelli, apresentamos um delicioso vídeo, realizado em Maio deste ano, a propósito do evento Makarska HQ, realizado na Croácia, onde o desenhador aretino fez um inusitado e muito bem conseguido desenho de Tex.

Neste vídeo que apresentamos de seguida, pode-se ver o surgimento, passo a passo, de um maravilhoso desenho de Tex ao... piano



 
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05 de Outubro de 2008

Portugal - Edições do mês de Outubro

Relação das revistas da Mythos Editora, distribuídas em Portugal, pela LOGISTA PUBLICAÇÕES, para o mês de OUTUBRO:


TEX  435
O PUEBLO SAGRADO
Texto: Mauro Boselli - Desenhos: Guglielmo Letteri

Perseguido por dezenas de criminosos e um xerife corrupto, Tex, Carson e seus aliados tentam chegar ao local secreto onde pode se esconder um inestimável tesouro. Mas espíritos assombrosos parecem tomar conta do local. Será verdade ou mentira?
2,90€




TEX COLEÇÃO
227
CAÇADORES DE ESCALPOS
Texto: G. L. Bonelli - Desenhos: Guglielmo Letteri/Aurelio Galleppini

A fantástica conclusão da aventura em que Tex e seus companheiros lutam conta a inescrupulosa quadrilha asiática liderada pela bela Ah-Toy!
E ainda: Um grupo de cruéis caçadores de escalpos usa de um estratagema maquiavélico para conseguir seu valioso butim, incutindo o terror entre os colonos da região do rio Sonora e podendo provocar até uma nova guerra indígena. Caberá a Tex, Carson, Kit e Tigre colocarem um fim a esta sinistra ameaça.
2,90€

TEX EDIÇÃO OURO 27

LOBO PEQUENO
Texto: Claudio Nizzi - Desenhos: Aurelio Galleppini

O apache Lobo Pequeno foge da reserva e começa as costumeiras atrocidades contra os colonos. Mas quando ele e dezenas de guerreiros ensandecidos resolvem atacar uma diligência na qual se encontram Tex e Carson, eles vão ter que encarar a bravura de um punhado de homens e mulheres.
FURACÃO EM SKAGWAY
Texto: G. L. Bonelli - Desenhos: G. Letteri

O coronel Jim Brandon envia o grandalhão Gros-Jean aos Estados Unidos para recrutar Tex e Carson para ajudá-lo a desbaratar os planos criminosos de Soapy Smith, um chantagista que transformou Skagway em uma terra de ninguém.
356 páginas de muita ação e aventura!

8,00€

ALMANAQUE TEX
31
A CARAVANA DO MEDO
Texto: Claudio Nizzi - Desenhos: V. De La Fuente

Uma caravana de emigrantes com destino à Califórnia de repente se vê atacada antes mesmo de partir para sua perigosa jornada. Alguém está eliminando os homens do grupo e os pacatos pioneiros não sabem como se defender. Para sorte deles, Tex e Carson aparecem e resolvem ajudar. Logo eles descobrem que o agressor é um único índio, mas o que eles não sabem é por que o pele-vermelha está fazendo aquilo.
E mais: Espectacular e longa matéria sobre SAM PECKINPAH, o mais sangrento cineasta de faroeste. Você saberá tudo sobre este genial e incompreendido diretor de cinema, que fez alguns dos mais importantes filmes de bang-bang de todos os tempos.

2,90€

MÁGICO VENTO
70
CEM RIFLES
Texto: Manfredi * Desenhos: Milazzo

O governador do território do Montana, Benjamin F. Potts, quer expulsar os sioux de Touro Sentado e Cavalo Louco de suas terras. Para não desfechar uma acção directa, que despertaria a ira de muita gente, ele resolve criar uma fictícia expedição geológica para estudar o percurso de uma nova estrada e descobrir ouro. Mas na realidade ele contrata o aventureiro Birch e lhe dá cem rifles para que monte um batalhão de mercenários para provocarem os índios e justificar um massacre. Mas graças a Mágico Vento e Poe os índios não caem nas provocações e apenas observam as acções dos invasores brancos. Estes conseguiram superaram todos os obstáculos, mas agora devem retirar-se num inferno de chuva e lama. Diante deles, um labirinto de rochas com formas estranhas que os sioux consideram solo sagrado e inviolável. E onde Mágico Vento os espera para a última batalha. Quem morrerá? Quem se salvará?
2,90€

ZAGOR
 84
O RETORNO DE MORTIMER
Texto: Burattini - Desenhos: Verni

Enquanto Zagor luta para salvar a vida de Chico, o diabólico Mortimer, após ter escapado da forca de forma incrível, organiza um atentado na praça de Kingston.
Perto dali, o Tecedor também tramas nas sombras!

2,90€






ZAGOR EXTRA 49
A HERANÇA
Texto: Casanova - Desenhos: Pesce

Os índios mosolopeas estão fugindo da reserva, assustados com a repentina aparição de um chefe há tempos tido como morto.
Para devolver a paz à região, Zagor tenta descobrir quem é na verdade o Cabeça de Morto.

2,90€






As Aventuras de uma Criminóloga
41
O TAXISTA
Texto: Giancarlo Berardi/Lorenzo Calza * Desenhos: Roberto Zaghi

Uma incrível onda de calor sufoca Garden City há várias semanas! O termómetro chega a trinta e nove graus e com ele sobe também o mau humor das pessoas. Para quem já tem uma inclinação homicida é um período perfeito para soltar seus monstros interiores. Um jovem anda pelas ruas da cidade, entre uma fauna de desesperados, em busca de novas vítimas, usando um insuspeito táxi. Ele é guiado por uma paixão homicida que também arrastará Júlia! Para piorar, a adorada vovó Lillian fica doente e Júlia tem que se desdobrar entre o socorro à avó e a convocação da Procuradoria para ajudar a desvendar o assassinato de um músico.
3,50€

CONAN, O BÁRBARO 62

Aclamado pela população aquilónia, Conan, agora promovido a general, torna-se alvo da inveja e ódio do paranóico Rei Numedides. O insano monarca ordena que o Cimério seja trancafiado na tenebrosa Torre de Ferro, de onde ninguém jamais saiu vivo. Agora, enquanto Conan sofre os tormentos impostos por demónios evocados por Thulandra Thuu, o feiticeiro do rei, uma pouco promissora missão de resgate é arquitetada por Trocero, Prospero e Dexitheus, três nobres que tramam secretamente uma insurreição contra Numedides.
O capítulo final de Na Torre de Ferro tem roteiro de Roy Thomas, com arte de M. C. Wyman e Dave Simons.
E nas inéditas tiras de jornal, o Bárbaro cai numa armadilha e é transportado para Zamora, onde terá de sobreviver à vingança de Xiccarph, o filho de Yara, um demoníaco feiticeiro morto anos antes com a ajuda de Conan. Doug Moench é o escritor de As Serpentes Demoníacas de Xiccarph, enquanto a arte foi produzida por Pablo Marcos, Alan Kupperberg & Tom Yeates.

3,50€
 

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04 de Outubro de 2008

Sergio Bonelli e o Tex Gigante de Gino D'Antonio e Lucio Filippucci

Por Sergio Bonelli*

Caros amigos,
depois de haver escrito mais ou menos  cinco mil e  duzentas paginas de Tex, decidi, como se diz no gíria desportiva, pendurar as chuteiras, reservando inteiramente o meu tempo à gestão da editora sempre mais empenhada  em enfrentar o mar tempestuoso dos quadradinhos italianos. “Tudo somado” disse a mim próprio "já fiz a minha parte, para ser somente um argumentista improvisado e amador”.

Contudo, permanecera, não o nego, uma espécie de caruncho no cérebro que despertava e me atormentava todas as vezes que me preparava para colocar nos quiosques um novo Texone.
"Que grande satisfação", pensava, "deve constituir para um argumentista a publicação de um volume como esse, com o seu público fiel e seleccionado e com o seu formato gigante, que  exalta ulteriormente as grandes qualidades gráficas dos artistas estrangeiros ou italianos que são!".
E dizer  que os apontamentos para minha primeira e única aparição na prestigiosa colecção eu os havia recolhido há muitos anos, isto é, no tempo em que eu havia decidido repropor uma  história realística sobre os índios Seminoles, que anteriormente, não tinham sido descritos de maneira correcta sob o ponto de vista etnológico e histórico, nas  páginas do Tex.

Infelizmente, como sabem, o famoso “medo da  página branca”, bem conhecido até dos escritores mais  importantes, levou a melhor até ao dia em que os meus olhos caíram sobre uma velha capa da série "Storia Del West", cuja imagem e cujo título não deixavam dúvidas: os dois índios mostrados num pântano, adornados de penas e preciosos tecidos coloridos, eram indiscutivelmente Seminoles e as “águas mortas” do citado titulo eram aquelas das Everglades, a infinita extensão de florestas e charcos que recobrem a parte meridional da Florida.

O argumentista daquela revista era precisamente Gino D’Antonio, um meu colaborador que desde sempre considerei e indiquei publicamente como um dos melhores narradores por imagens do mundo. A quem, se não a ele, poderia confiar o encargo de transformar numa aliciante história de duzentas e vinte e quatro páginas, a série de notas pacientemente recolhidas lendo livros e vendo filmes e documentários?


O nosso amigo D’Antonio, infelizmente falecido em Dezembro de 2006, era justamente  considerado um grande especialista da epopeia do Oeste, que havia recontado fundindo com miraculoso equilíbrio, eventos reais com invenções da fantasia.
A cada pedido meu para escrever uma história de Tex, personagem  que considerava muito longe da sua visão do Oeste americano, sempre  recusava  gentilmente. Porém, durante um jantar particularmente cordial, surpreende-me prometendo que transformaria os meus esboços de enredos num volume digno de uma colecção tão prestigiosa.

Mês após mês, enquanto lia as páginas que me submetia, percebi que "entrar na pele" de um herói do qual nem sempre são compartilhadas as atitudes, requer um empenho e uma tensão não indiferentes.
O resultado final, porém, demonstrou que a minha confiança foi bem aplicada.

Sim, mas e o desenhador?" Perguntam-me vocês.
Aquele desenhador alheio à série que (quase) sempre representa o símbolo dos Tex Gigantes, onde o descobriu, desta vez? Em França como Colin Wilson, em Espanha como José Ortiz, Alfonso Font, Victor De La Fuente, Jordi Bernet e Manfred Sommer, nos Estados Unidos como  Joe Kubert, na Croácia como Goran Parlov, ou então na nossa Itália como Guido Buzzelli, Alberto Giolitti, Sergio Zaniboni, Aldo Capitanio, Magnus, Ivo Milazzo, Bruno Brindisi, Roberto De Angelis, Carlo Ambrosini, Giancarlo Alessandrini, Corrado Mastantuono?”.



Pois bem, uma vez mais, e seguro de não me enganar, a minha escolha já tinha sido feita há muito tempo: desde que um certo Lucio Filippucci tinha dado inovação e nobreza às páginas de Martin Mystère. Ele também, tal como Gino D’Antonio, teve um momento de hesitação, mas, depois de ter aceite, acreditem, não me desiludiu. Obrigado Lucio!

*
O texto é de Sergio Bonelli, argumentista e editor de Tex na Sergio Bonelli Editore.
Tradução e adaptação a cargo de Roseli Xavier.

Material apresentado no sítio da Sergio Bonelli Editore.
Copyright: © 2008, Sergio Bonelli Editore S.p.A.
 

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03 de Outubro de 2008

Entrevista exclusiva: ROSSANO ROSSI

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco, com a colaboração de Carlo Monni e Enzo Pedroni na formulação das perguntas e de Júlio Schneider (tradutor de Tex para o Brasil) e de Gianni Petino na tradução e revisão.

Rossano, bem-vindo ao blogue português de Tex. Uma rápida apresentação aos nossos leitores.
Rossano Rossi: Olá a todos. Meu nome é Rossano Rossi, tenho 44 anos, nasci e moro em Arezzo, na Toscana (Itália), e minha profissão é fazer quadradinhos.

Com que idade você começou a se interessar por banda desenhada?
Rossano Rossi: Eu poderia dizer que foi desde o berço, mas seria exagero. Antes mesmo de aprender a ler eu já gostava de folhear e encher de desenhos as várias revistas que me chegavam às mãos, principalmente as de Mickey Mouse, Pato Donald e companhia.

Como e quando você começou a desenhar e em que momento decidiu que esta seria a sua fonte de sobrevivência?
Rossano Rossi: Eu sempre gostei de desenhar, em todo lugar e em qualquer situação, especialmente durante as aulas de matemática, que eu odiava. Sobre o facto de ser minha fonte de sobrevivência, eu não sei dizer, visto que não se sobrevive bem com quadradinhos; digamos que foi uma forma de masoquismo, eu poderia seguir caminhos bem mais lucrativos, mas é tão bonito poder ilustrar histórias em quadradinhos, é como uma dependência química, eu não poderia ficar sem.

Você teve uma formação artística? De que tipo?
Rossano Rossi: Na minha região a actividade económica mais importante é a ourivesaria; ou melhor, era, vista a crise actual do sector. Mas há alguns anos existiam várias empresas, eu estudei a arte da ourivesaria, principalmente desenho e criação de jóias. Por certo eu me sairia bem no sector, mas eu gostava demais de desenhar histórias, em vez de criar peças únicas, e por isso optei pelos quadradinhos.

Quais são os desenhadores italianos a quem você se inspirou no curso de sua carreira? Há algum que, mais que os outros, você considera seu mestre ideal?
Rossano Rossi: Muitos mestres. Deve-se ter humildade e capacidade de aprender com os grandes artistas, saber observar. Cada pequeno detalhe pode ajudar a enriquecer a sua bagagem técnica, mas dentre os desenhadores que mais me influenciaram e que mais admirei posso citar Raymond, Ticci, Civitelli e Bianchini; os dois últimos de modo especial, eles foram realmente meus professores, pois frequentei por um bom tempo seus estúdios, e com Bianchini também tive um longo período de colaboração.

Quando e como seus primeiros trabalhos foram publicados?
Rossano Rossi: No final dos anos 80. Eu comecei com quadradinhos eróticos e depois passei a histórias de género splatter e terror.

A sua vocação se mostrou imediata para o desenho realístico?
Rossano Rossi: Eu diria que sim. Desde pequeno eu gostava de desenhar caubóis e índios, mais que patos e ratos. Eu sempre desejei representar a realidade.

Como você entrou para a Sergio Bonelli Editore? Qual foi seu primeiro trabalho?
Rossano Rossi: Foi graças a Marco Bianchini, que me fez desenhar muitas páginas de Mister No. Depois eu fui contactado por Federico Memola, na época um dos argumentistas de Zona X, que me desejava entre os desenhistas da sua nova série, "A Estirpe de Elan". Daí partiu a minha, digamos, fulgurante carreira.

Como é trabalhar para Sergio Bonelli?
Rossano Rossi: É um grande prazer, é como estar no Olimpo, na vitrina maior dos quadradinhos italianos. Estar em meio a tantos Números Um... é um privilégio, mas também se tem muitas responsabilidade, os leitores são - justamente - cada vez mais exigentes, e a crise do sector faz-se sentir. Por isso tudo deve-se procurar o mais possível oferecer um produto de qualidade elevada.

No curso da sua carreira você se mostrou um desenhador bastante ecléctico. Para Bonelli você desenhou uma série aventurosa clássica como Mister No, o fantasy de “A Estirpe de Elan”, o não facilmente classificável “Jonathan Steele”, o thriller policial de “Nick Raider” e agora o faroeste de Tex. Como você se sente nessa última experiência e o que pensa do género faroeste e de Tex em particular?
Rossano Rossi: Como eu disse antes, sempre gostei do género faroeste, e li Tex desde pequeno. Então, desenhar Tex deu-me uma alegria enorme, como um jogador de futebol que joga pela equipa pela qual torce. E o facto de Tex ter tantos leitores experientes que conhecem coisas que eu nem imaginava, dá ainda mais satisfação. Eu ficaria horas a ouvi-los, eles sempre te dão ideias interessantes. Mas eu guardo uma lembrança agradável da estirpe de Elan, ali eu pude realmente soltar a minha fantasia e criar cenários fantasmagóricos. Ainda hoje penso que naqueles anos desenhei algumas das minhas mais belas páginas.

Como chegou a Tex?
Rossano Rossi: Levado pelo meu amigo e colega Fabio Civitelli, que várias vezes convidou-me a mandar páginas de teste à redacção. Ele sempre acreditou no meu potencial. Infelizmente eu sou meio tímido e introvertido, não sei se eu faria isso por iniciativa própria.

Para fazer Tex você tem modelos de referência entre os desenhadores já presentes ou preferências específicas por algum deles? Em caso positivo, quais?
Rossano Rossi: Civitelli e Ticci são certamente os desenhadores que mais influenciaram o meu traço. Aos poucos ainda busco conseguir delinear um estilo mais pessoal, mas vai levar tempo, é um processo longo.

Além dos modelos, como você vê Tex? Quais são as características que o desenhador deve saber evidenciar?
Rossano Rossi: Tex deve ser Tex. Então, semelhança acima de tudo. O aspecto mais importante é que ele deve ser reconhecido pelo leitor de forma imediata, e eu creio que consegui. Além disso, ele deve ser durão, com costas largas, mas sem exagero. E também fico muito atento às expressões de Tex. Com Carson é possível desequilibrar um pouco, mas com Tex devem ser evitadas expressões demasiadamente sorridentes, não combina com ele.

Você já teve duas histórias de Tex publicadas, no Almanacco del West 2005 (no Brasil, Almanaque Tex n° 27) e Tex 567/568 (no Brasil, a sair em Tex 470/471). Como foi trabalhar com roteiros de Claudio Nizzi?
Rossano Rossi: Nizzi é um grande autor, sabe fazer as personagens se moverem de modo perfeito. Eu não tive o menor problema com ele, há um feeling perfeito.

Na sua estreia na saga de Tex você teve o auxílio do mítico Fabio Civitelli. Pode nos contar no que consistiu esse auxílio e porque foi necessário?
Rossano Rossi: Simplesmente porque eu estava atrasado e não poderia cumprir os prazos. Para concluir a história no prazo previsto, Fabio deu-me uma mão para fazer o lápis das últimas 35 páginas.

Como você definiria, num só adjectivo, os quatro pards?
Rossano Rossi: Implacáveis!

É fácil fazer as personagens texianas actuarem?
Rossano Rossi: Eu diria que é bastante fácil nas cenas ricas de acção, um pouco mais difícil nas cenas em que só há diálogos: quando se arrisca a ser um pouco monótonos, eu busco o mais possível trabalhar a expressividade das personagens, e também busco variar bastante os enquadramentos.

Pelo que sabemos, você está a desenhar uma nova história de Tex. Pode nos antecipar alguma coisa? Quem é o argumentista, qual a ambientação etc.?
Rossano Rossi: Sim, trata-se de uma história em duas edições, ambientada no Novo México, escrita por Claudio Nizzi. A trama conta de um tráfico de armas, entre os protagonistas está o general Davis, grande amigo de Tex. Também neste caso os dois rangers foram chamados por Davis para ajudá-lo a resolver uma situação intrincada, mas em Albuquerque, local do encontro secreto de Davis com os dois pards, o general não se apresenta, ele literalmente desapareceu. Tex e Carson saem no seu rasto... paro por aqui porque não quero revelar demais.

Se você pudesse expressar preferências entre as várias tipologias de histórias texianas, preferiria desenhar aquelas mais tipicamente de faroeste, com espaços amplos, índios etc., ou faroeste urbano ou, quem sabe, histórias de magia e mistério?
Rossano Rossi: Bem, o ideal seria poder alternar. A ambientação tipicamente de faroeste é a minha preferida, mas não escondo que as histórias ricas de mistério e magia negra me intrigam muito, e eu gostaria que realizar uma aventura desse tipo. O importante é que seja plausível e com um bom roteiro.

Como é o seu relacionamento com o público de Tex?
Rossano Rossi: Eu diria que é óptimo, sempre há um óptimo feeling com os leitores; o apreço deles é um grande estímulo.

Quanto tempo leva para desenhar uma página? Você segue horários? Como é o seu dia entre trabalho, leituras, manter-se informado, lazer, vida familiar?
Rossano Rossi: Eu sou bastante lento, levo dois dias para fazer uma página. Trabalhando em casa, não tenho horários precisos, digamos que trabalho até tarde da noite, mas faço pausas para relaxar e concentrar-me. Vida em família não há, pois sou solteiro e moro sozinho. Não sei se conseguiria concentrar-me se tivesse uma família.

De forma sintética, pode nos dizer quais são os instrumentos que usa para fazer os seus desenhos?
Rossano Rossi: Eu uso papel para desenho da Fabriano, lápis duro H e 2H afiados bem finos para desenhar os detalhes menores. Para a passagem da tinta, essencialmente eu uso pincéis Windsor e Newton nº 1 e 2, que dão uma certa leveza e frescor aos traços, que não se pode conseguir com outros instrumentos. Em alguns casos também uso pincéis finos e, principalmente para linhas e figuras geométricas, caneta hidrocor de ponta porosa.

É difícil conseguir material iconográfico para a ambientação? Quem fornece é a redacção ou o argumentista? Como é seu relacionamento com este último?
Rossano Rossi: Digamos que uso bastante a internet, a rede é um instrumento formidável para a documentação. Também uso livros fotográficos e velhas BD. Em alguns casos o argumentista fornece-me a documentação, principalmente se ele tem uma ideia bem precisa sobre a cena a desenhar, mas geralmente ele me dá ampla liberdade.

Nas suas páginas você prefere deixar espaço somente à fantasia, ou também usa outros materiais de suporte como fotografias, livros etc.?
Rossano Rossi: Como eu disse antes, uso de tudo, inclusive imagens extraídas de DVD, que capturo com o PC e imprimo. Os velhos filmes de faroeste fornecem óptimas sugestões.

Em 2007 tivemos em Portugal uma antecipação mundial de quinze novos desenhadores de Tex. Como vê essa entrada de tantos novos elementos na equipa texiana? Isso poderia significar um novo rumo na vida da série?
Rossano Rossi: Uma troca de gerações infelizmente era necessária, o tempo passa para todos. Se isso trará mudanças, eu não posso dizer, também porque dependerá dos argumentistas, mais que dos desenhadores. Quem sabe poderá haver uma certa renovação de estilo, mas ainda é muito cedo para fazer esse tipo de avaliação. Muitos desenhadores chegaram há pouquíssimo tempo.

Ultimamente também tem havido um reforço de argumentistas. Você acha que era algo inevitável? E com tantos argumentistas não se pode correr o risco de ver Tex desnaturado?
Rossano Rossi: Creio que não. Foram escolhidos argumentistas à altura da situação e que se adaptam bem à atmosfera texiana. O importante é que haja uma boa coordenação. Eu penso que os novos autores trarão nova energia às histórias, mas mantendo inalterada a trilha da tradição.

Em sua opinião, o que faz de Tex o ícone que ele é?
Rossano Rossi: O facto de estar em cena há 60 anos é um sinal evidente de que já faz parte do imaginário colectivo. Tex é um ícone, todos nós gostaríamos de ser como ele, ao menos em certos momentos; infelizmente não existe, na realidade, alguém em condições de estar do lado dos fracos e combater os abusos dos poderosos e prepotentes, por isso Tex consegue nos dar aquelas pequenas satisfações que a vida real nem sempre consegue dar. Pena que sejam somente satisfações desenhadas.

Que futuro você vê para Águia da Noite?
Rossano Rossi: Eu espero um futuro róseo, cheio de novas aventuras. Claro que o momento não é dos melhores para os quadradinhos em geral, a concorrência de novas opções de entretenimento é muito forte, mas creio que uma personagem como Tex já faz parte do imaginário colectivo; deixar de ler uma bela aventura de Tex seria como deixar de comer uma boa pizza. E quadradinhos não engordam, não têm nenhuma contra-indicação. Aliás, fazem bem para o espírito.

E os seus projectos para o futuro? Pode nos antecipar alguma coisa?
Rossano Rossi: Como eu disse antes, estou trabalhando numa nova história texiana em duas partes, e creio que ainda vou nisso por uns dois anos, já que sou lento e meticuloso.


Você, Fabio Civitelli, Marco Bianchini, Fabio Valdambrini, Marco Santucci. Todos óptimos desenhadores de Arezzo, uma cidade que deu muito aos quadradinhos, sobretudo o bonelliano. Existe uma escola aretina de Banda Desenhada?
Rossano Rossi: Digamos que somos bons. Quanto a uma escola aretina, eu diria que não, visto que não temos contactos constantes. Claro que temos em comum um estilo bastante semelhante, em certos aspectos muito limpo e detalhado, principalmente Civitelli e Bianchini - não por acaso foram os meus mestres - e por isso somos bastante influenciados, mas agora creio que cada um de nós está buscando um caminho pessoal.

Como é o seu relacionamento com os outros desenhadores aretinos?
Rossano Rossi: É óptimo, apesar de não nos vermos com muita frequência, mas entre nós há um grande relacionamento de amizade que vai além dos contactos puramente profissionais.

Quais quadradinhos você lê actualmente e com quais mais se identifica?
Rossano Rossi: Minhas leituras actuais são Dampyr, Mágico Vento e Dylan Dog, além de Tex, claro. Eu gostaria de ter tempo e ler mais coisas, mas não dá, porque os quadradinhos americanos tem me decepcionado ultimamente, não vejo nada de novo e de interessante.

Além de BD, que livros você lê? E quais são as suas preferências no cinema e na música?
Rossano Rossi: Como eu disse, não tenho muito tempo para dedicar-me à leitura, mas gosto muito de ficção científica. É o género que também prefiro no cinema, mas também agrada-me muito o género thriller e faroeste, se bem que se tornaram uma raridade, infelizmente. No campo musical eu gosto de rock, sobretudo o do passado; a música actual é bastante fraca.

Você gostaria de dizer mais alguma coisa? Algo que não lhe foi perguntado e que gostaria que nossos leitores soubessem?
Rossano Rossi: Eu penso que nós falamos um pouco de tudo. Eu só gostaria de me dirigir aos leitores e aos que apreciam o meu trabalho, a quem agradeço de coração pelo apoio, na esperança de que no futuro continuem a acompanhar-me com o mesmo entusiasmo.

Caro Rossano Rossi, em nome do blogue português de Tex, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
Rossano Rossi: Eu é que agradeço bastante a vocês pela atenção e faço votos para que continuem sempre assim, com a mesma paixão e entusiasmo.
Um grande abraço.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)
Fotografias de Rossano Rossi e Omar Bacis
 
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02 de Outubro de 2008

Intervista esclusiva: ROSSANO ROSSI

Intervista condotta da José Carlos Francisco, con la collaborazione di Carlo Monni e Enzo Pedroni per la formulazione delle domande e di Júlio Schneider (traduttore di Tex per il Brasile) e di Gianni Petino per le traduzioni e le revisioni.

Ciao Rossano, e benvenuto sul blog portoghese di Tex! Vuoi presentarti brevemente ai nostri lettori?
Rossano Rossi: Salve a tutti, mi chiamo Rossano Rossi, ho 44 anni, sono nato e vivo ad Arezzo in Toscana, e di mestiere faccio il fumettista.

Verso che età hai iniziato ad interessarti ai fumetti?
Rossano Rossi: Potrei dire fin dalla culla, ma forse esagero; ancora prima che imparassi a leggere amavo già sfogliare e riempire di disegni i vari albetti che mi capitavano tra le mani, soprattutto i vari Topolino, Paperino and company.

Come e quando ti sei orientato verso il disegno e in quale momento hai deciso che questa sarebbe stata la tua forma di sopravvivenza?
Rossano Rossi: Ho sempre amato disegnare, ovunque e in qualsiasi situazione, specialmente durante le lezioni di matematica, che odiavo molto. Sul fatto che sarebbe stata la mia forma di sopravvivenza non saprei, visto che non è che si sopravviva molto bene con i fumetti, diciamo che è stata una forma di masochismo, avrei potuto prendere altre strade molto più remunerative, ma è cosi bello poter illustrare storie a fumetti, è come una tossico dipendenza, non potrei mai farne a meno.

Hai avuto una formazione artistica? Di che tipo?
Rossano Rossi: Dalle mie parti l’attività economica più importante è l'oreficeria, o meglio lo era, vista la crisi attuale del settore; comunque anni fa esistevano tantissime imprese orafe, e quindi ho studiato presso un accademia, l’arte dell’oreficeria, e soprattutto il disegno e la creazione di gioielli. Avrei avuto sicuramente importanti sbocchi in quel settore, ma amavo troppo disegnare delle storie, piuttosto che creare pezzi unici, e quindi poi ho optato per il fumetto.

Quali sono i disegnatori italiani e stranieri a cui ti sei ispirato nel corso della tua carriera? Ce n’è qualcuno più di altri che consideri idealmente il tuo maestro?
Rossano Rossi: Tanti maestri, bisogna avere l’umiltà e la capacità di apprendere dai grandi artisti, sapersi soffermare ad osservare, ogni particolare ogni piccolo dettaglio ti può servire per arricchire il tuo bagaglio tecnico, comunque i disegnatori che più mi hanno influenzato e che più ho ammirato posso citare Raymond, Ticci, Civitelli e Bianchini, gli ultimi due in special modo sono stati davvero dei veri insegnanti, visto che ho frequentato a lungo i loro studi, e ho anche avuto un lungo periodo di collaborazione con Bianchini.

Quando e come hai cominciato a pubblicare i tuoi primi lavori?
Rossano Rossi: Verso la fine degli anni 80. Ho iniziato con fumetti erotici, per poi passare a storie di genere splatter ed horror.

La tua vocazione è stata subito per il disegno realistico?
Rossano Rossi: Direi di sì, fin da piccolo amavo disegnare i cowboys e gli indiani, piuttosto che i paperi e i topolini, ho sempre avuto il bisogno di rappresentare la realtà.

Come sei entrato a far parte dello staff della Sergio Bonelli Editore? Quale è stato il tuo primo lavoro?
Rossano Rossi: Grazie a Marco Bianchini, che mi fece disegnare molte tavole di Mister No, fare le matite. Dopodichè fui contattato da Federico Memola, in quel periodo uno degli sceneggiatori di Zona X, che mi volle tra i disegnatori della sua nuova serie “ La Stirpe Di Elan”, e da li è partita la mia sfolgorante carriera (si fa per dire).

Com’è lavorare per Sergio Bonelli?
Rossano Rossi: È un grande piacere, è come stare nell’Olimpo, nel gota del fumetto italiano, stai in mezzo a tanti numeri uno... è un privilegio, ma hai anche molte responsabilità. I lettori sono sempre più esigenti giustamente, e la crisi del settore si fa sentire, quindi bisogna cercare il più possibile di proporre un prodotto di qualità elevata.

Nel corso della tua carriera ti sei dimostrato un disegnatore abbastanza eclettico. Per Bonelli, infatti, hai disegnato: una serie avventurosa classica come Mister No; il fantasy del “La stirpe di Elan”; il non facilmente classificabile “Jonathan Steele”, il thriller poliziesco di “Nick Raider” ed ora il western di Tex. Viene spontaneo chiederti: come ti trovi in quest’ultima esperienza e cosa pensi del genere western e su Tex in particolare?
Rossano Rossi: Come ho già scritto in precedenza, ho sempre amato il genere western, e ho letto Tex fin da piccolo, quindi disegnare Tex mi da una grande gioia, come un calciatore che gioca con la squadra per cui tifa; il fatto che poi Tex abbia tanti lettori espertissimi che conoscono cose che io neanche immaginavo dà ancor più soddisfazione, starei ore ad ascoltarli, spesso ti danno idee interessanti. Comunque ho un piacevole ricordo della stirpe di Elan, lì ho potuto davvero sbizzarrire la mia fantasia e creare degli scenari fantasmagorici; penso ancora oggi di aver disegnato in quegli anni alcune delle mie tavole più belle.

Come sei arrivato a Tex?
Rossano Rossi: Spinto dal mio amico e collega Fabio Civitelli, che mi ha invitato a più riprese a mandare delle tavole di prova in redazione, lui ha sempre creduto nelle mie potenzialità. Purtroppo sono una persona un pò timida e introversa, non so se lo avrei fatto mai, per iniziativa personale.

Per Tex hai dei modelli di riferimento, fra i disegnatori già presenti, oppure delle preferenze specifiche, verso alcuni di loro? In caso positivo, quali?
Rossano Rossi: Sicuramente Civitelli e Ticci sono i disegnatori che più hanno influenzato il mio tratto. Sto cercando però pian piano di riuscire a delineare uno stile più personale, ma ci vorrà del tempo, è un processo lungo.

Al di là dei modelli, comunque, tu come vedi Tex? Quali sono le sue caratteristiche che il disegnatore dovrebbe saper evidenziare?
Rossano Rossi: Tex deve essere Tex, quindi la somiglianza innanzitutto; l’aspetto più importante è che fosse subito riconoscibile dal lettore, e penso di esserci riuscito. E poi deve essere un tipo tosto, slanciato, spalle larghe, ma senza esagerare ovviamente; poi sto molto attento alle espressioni, mentre con Carson ci si può un pò più sbilanciare, su Tex vanno assolutamente evitate espressioni troppo clownesche, non sono da lui.

Hai già pubblicato due tue storie per Tex, Almanacco del West 2005 e Tex gigante 567-568. Come ti sei trovato con le sceneggiature di Claudio Nizzi?
Rossano Rossi: Nizzi è un grandissimo autore, sa far muovere i personaggi in maniera perfetta, quindi non ho mai avuto il minimo problema con lui, c’è un buonissimo feeling.

Al tuo debutto nella saga di Tex sei stato aiutato dal mitico Fabio Civitelli. Puoi raccontarci in cosa è consistito il suo aiuto e come mai è stato necessario?
Rossano Rossi: Semplicemente perché ero in ritardo con i tempi di consegna, quindi per finire la storia nei tempi previsti, Fabio mi ha dato una mano realizzando le matite delle ultime 35 tavole.

Come definiresti con un solo aggettivo i quattro pards?
Rossano Rossi: Implacabili!!!!

È facile far recitare i personaggi texiani?
Rossano Rossi: Direi che è abbastanza facile nelle scene ricche d’azione, un pò più difficile nelle scene solo di dialoghi, si rischia di essere un pò monotoni, quindi io cerco il più possibile di curare l’espressività dei personaggi, e cerco anche di variare abbastanza le inquadrature.

A quanto ci risulta, stai disegnando una nuova storia di Tex. Puoi anticiparci qualcosa: chi è lo sceneggiatore, quale è l'ambientazione ecc.?
Rossano Rossi: Sì, si tratta di una storia sempre su due albi, ambientata in New Mexico, scritta da Claudio Nizzi. La vicenda narra di un traffico di armi, tra i protagonisti dell’episodio, c’è il generale Davis, grande amico di Tex; anche in questo caso i due rangers sono stati chiamati da Davis per aiutarlo a risolvere una situazione intricata, ma ad Albuquerque, luogo dell’appuntamento segreto tra Davis e i due pards, Davis non si presenta, è letteralmente scomparso, quindi Tex e Carson si mettono sulle sue tracce... mi fermo qui, non voglio rivelare troppo.

Se tu potessi esprimere delle preferenze tra le varie tipologie di storie texiane preferiresti disegnare quelle più tipicamente western con ampi spazi, indiani ecc, oppure western urbani oppure magari storie di magia e mistero?
Rossano Rossi: L’ideale sarebbe poter alternare; l’ambientazione tipicamente western è sicuramente la mia preferita, ma non nascondo che le storie ricche di misteri e magia nera, mi intrigano molto, e quindi magari mi piacerebbe realizzare un avventura di questo tipo, l’importante è che sia plausibile e ben sceneggiata.

Che rapporto hai con il pubblico di Tex?
Rossano Rossi: Direi ottimo, c’è un ottimo feeling con i lettori, e il loro apprezzamento è un grande stimolo.

Quanto tempo impieghi per disegnare una tavola? Hai degli orari? Come si articola una tua giornata tipo fra lavoro, letture, tenerti informato, ozio, vita familiare?
Rossano Rossi: Sono abbastanza lento, mediamente ci metto un paio di giorni per realizzare una tavola, non ho degli orari precisi lavorando a casa; diciamo che lavoro spesso fino a tarda sera, ma faccio delle pause per rilassarmi e concentrarmi; la vita familiare non esiste, essendo single e vivendo da solo, non so se riuscirei a concentrarmi se avessi una famiglia, già è dura così.

Puoi illustrare sinteticamente gli strumenti di lavoro con cui realizzi i tuoi disegni?
Rossano Rossi: Uso cartoncino ruvido della Fabriano, matite dure in genere H e 2H, mi piace appuntarle molto fini per poter disegnare i dettagli più piccoli; per il ripasso a china, uso essenzialmente i pennelli Windsor e Newton n.1 e n.2, che ti danno quella morbidezza e freschezza nel segno ancora inarrivabili da qualsiasi altro strumento; uso anche i pennini in alcuni casi, e i pennarelli soprattutto per linee e figure geometriche.

È difficile procurarsi il materiale per l'ambientazione? Te lo fornisce la redazione o lo sceneggiatore? Quali rapporto hai con quest’ultimo?
Rossano Rossi: Diciamo che utilizzo molto internet, la rete è uno strumento formidabile per documentarsi, e poi anche libri fotografici e vecchi fumetti, lo sceneggiatore in alcuni casi mi fornisce della documentazione, soprattutto se ha un idea ben precisa della scena da disegnare, ma in genere mi lascia ampia libertà.

Nelle tue tavole preferisci lasciare spazio solo alla tua fantasia, oppure utilizzi anche altro materiale di supporto come fotografie, libri o altro? Utilizzi Internet per documentarti?
Rossano Rossi: Come ho già risposto sopra, sì, uso di tutto anche immagini tratte da DVD, le catturo con il PC e le stampo; si possono trovare ottimi spunti nei vecchi film western.

Nel 2007 abbiamo avuto in Portogallo un’anticipazione mondiale di quindici nuovi disegnatori di Tex. Come vedi questa entrata di tanti nuovi elementi nello staff di Tex? Questo potrebbe essere un nuovo corso nella vita della serie?
Rossano Rossi: Un ricambio generazionale purtroppo era necessario, il tempo passa per tutti. Se questo porterà dei cambiamenti non posso dirlo, anche perché questo dipenderà dagli sceneggiatori più che dai disegnatori, magari una freschezza, un certo rinnovamento stilistico, ci potrà essere, ma è ancora troppo presto per fare questo tipo di valutazioni, molti disegnatori sono arrivati da pochissimo tempo.

C’è stato un rinforzo anche a livello di sceneggiatori ultimamente. Pensi che fosse qualcosa d’inevitabile? E con tanti sceneggiatori non pensi si possa correre il rischio di vedere Tex snaturato?
Rossano Rossi: Penso di no, mi sembra che siano stati scelti sceneggiatori all’altezza della situazione, e che ben si adattano all’atmosfera texiana; l’importante poi è che ci sia un buon coordinamento, credo che i nuovi autori porteranno una nuova linfa nelle storie, mantenendo però il solco della tradizione il più possibile inalterato.

Secondo te cos’è che rende Tex l’icona che è?
Rossano Rossi: Il fatto che resista sulle scene da ben 60 anni, è un segno evidente che è ormai entrato nel nostro immaginario collettivo. Tex è un'icona, tutti noi vorremmo essere come lui, almeno in certi momenti; purtroppo nella realtà non esiste nessuno in grado di stare dalla parte dei deboli, e in grado di combattere i soprusi dei potenti e prepotenti, quindi Tex riesce a darci quelle piccole soddisfazioni che la vita reale non sempre riesce a dare, peccato che siano solo soddisfazioni disegnate.

Che futuro vedi per Aquila della Notte?
Rossano Rossi: Spero un futuro roseo, ricco di nuove avventure. Certo il momento non è dei migliori per il fumetto in generale, la concorrenza di nuovi strumenti di intrattenimento è molto forte, ma credo che un personaggio come Tex sia ormai entrato a far parte del nostro immaginario collettivo; rinunciare a leggersi una bella avventura di Tex sarebbe come rinunciare a mangiarsi una buona pizza... oltretutto i fumetti non ingrassano, e quindi non c’è nessuna controindicazione, anzi sono un toccasana per lo spirito.

E i tuoi progetti per il futuro? Puoi anticiparci qualcosa?
Rossano Rossi: Come ho già detto sto lavorando ad una nuova storia texiana su 2 albi, e penso che ne avrò per almeno un paio di anni, essendo molto lento e meticoloso.

Tu, Fabio Civitelli, Marco Bianchini, Fabio Valdambrini, Marco Santucci. Tutti bravissimi disegnatori di Arezzo, una città che ha dato molto al fumetto, soprattutto quello Bonelliano. Esiste, quindi, una vera e propria scuola aretina del fumetto?
Rossano Rossi: Diciamo che siamo bravi... poi se esista una scuola aretina non direi, visto e considerato che non abbiamo contatti costanti. Certo si può dire che ci accomuna uno stile piuttosto simile per certi aspetti, molto pulito e dettagliato, soprattutto con Civitelli e Bianchini che, non a caso, sono stati i miei maestri. Quindi ci siamo influenzati abbastanza, adesso però ognuno di noi sta cercando una sua strada più personale, penso.

Quali sono i tuoi rapporti con gli altri autori aretini?
Rossano Rossi: Direi ottimi, anche se purtroppo non ci vediamo molto spesso, ma devo dire che tra noi c’è un ottimo rapporto di amicizia, che va aldilà del contatto prettamente professionale.

Quali fumetti leggi attualmente, ovvero con quali ti identifichi maggiormente?
Rossano Rossi: I miei fumetti preferiti attualmente sono Dampyr, Magico Vento e anche Dylan Dog, oltre a Tex ovviamente. Vorrei trovare il tempo per leggere altro, ma non ci riesco anche perché il fumetto americano mi ha molto deluso ultimamente, non vedo niente di nuovo e di interessante.

Oltre ai fumetti, quale tipo di libri leggi? E quali sono le tue preferenze nel campo del cinema e della musica?
Rossano Rossi: Come già detto, non ho molto tempo per dedicarmi alla lettura, ma amo molto la fantascienza, anche nel cinema è il genere che preferisco, ma amo molto anche i thriller e il western, anche se sono diventati una rarità, purtroppo. Nel campo musicale amo il rock, soprattutto del passato, la musica attuale è piuttosto scadente.

Bene, noi avremmo finito. C'è ancora qualcosa che vorresti dire? Qualcosa che non ti è stato chiesto e che avresti assolutamente voluto far sapere ai nostri lettori?
Rossano Rossi: Penso di aver detto abbastanza, vorrei solo rivolgermi ai lettori e ai miei estimatori, ringraziandoli di cuore per il loro sostegno, nella speranza che continuino a seguirmi in futuro con lo stesso entusiasmo.

Caro Rossano Rossi, a nome del blog portoghese di Tex ti ringraziamo moltissimo per l’intervista che ci hai così gentilmente concesso.
Rossano Rossi: Io ringrazio sentitamente voi per l’attenzione concessami, e vi auguro di continuare sempre cosi’, con la stessa passione ed entusiasmo.
Un grande saluto.


(Cliccare sulle imagini per vederle a grandezza naturale)
Fotografie di Rossano Rossi e Omar Bacis
 
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01 de Outubro de 2008

60 anos de TEX em grande destaque no Jornal de Notícias: 30 de Setembro de 2008

Texto da secção Cultura de 30 de Setembro de 2008
Banda Desenhada
F. Cleto e Pina

Tex Willer apaga hoje 60 velas

* Herói do mais duradouro western aos quadradinhos foi inspirado na figura do actor Gary Cooper

* Tex Willer, o herói do mais duradouro western aos quadradinhos, celebra 60 anos. Desde o jornal do Vaticano a um blog português especializado, Tex é alvo de várias ( e merecidas) homenagens.

1948, 30 de Setembro, um homem espreita por detrás de umas rochas. A roupa identifica-o como cowboy, nas mãos tem duas pistolas prontas a utilizar e, mais tarde, saber-se-á que se chama Tex Willer.

Assim se iniciava o mais duradouro western da história da banda desenhada, então protagonizado por um fugitivo da justiça que viria a tornar-se um ranger do Texas e também chefe dos navajos, como "Águia da Noite". A história, intitulada "Il Totem Misterioso", da autoria de Gianluigi Bonelli (texto) e Aurelio Galleppini (desenhos), aparecia na "Collana del Tex", uma publicação com um estranho formato alongado, com apenas uma tira por página.

O início de uma lenda

Era o princípio de uma lenda, que marcaria gerações e definiria um género, os "fumetti", a banda desenhada italiana, de características populares (preço baixo, papel de qualidade inferior, formato médio, impressão e preto e branco, histórias com duas ou três centenas de páginas), combinando relatos ficcionais com muita acção e uma sólida base histórica. E dava origem a um verdadeiro império dos quadradinhos em Itália, mais tarde alargado a criações como "Dylan Dog", "Martin Mystère", "Mágico Vento" ou "Júlia", mas sempre alicerçado na imensa popularidade de Tex que, nalguns períodos chegou a vender mais de um milhão de exemplares mensais, chegando depois aos quatro cantos do mundo. A Portugal, as suas aventuras cujo protagonismo compartilha quase sempre com Kit Carson e, por vezes, com Jack Tigre e o filho Kit, chegam desde os anos 70 via Brasil, agora em edições da Mythos Editora que cativam três a quatro milhares de leitores por mês.

As suas aventuras chegaram ao nosso país apenas durante a década 70, através do Brasil

Agora, 60 anos depois, a revista "Tex nº 575" assinala a data com a história a cores "Sul sentiero dei ricordi", escrita por Cláudio Nizzi e desenhada por Fabio Civitelli, que evoca o seu breve casamento com a índia Lylith, e oferecendo a reedição de "Il massacro di Goldena", o único romance protagonizado pelo ranger, escrito por G. Bonelli em 1951.

Inspirado em Gary Cooper e nos míticos westerns cinematográficos, Tex é um homem duro e obstinado, típico de um Oeste duro e agreste, onde a força das armas impunha a lei, sempre ao lado dos desfavorecidos, independentemente da sua raça ou cor. Também por isso, até o "L'Observatore Romano", o jornal oficial do Vaticano, lhe dedicou algumas páginas na sua edição de 14 de Agosto, descrevendo-o como "um justiceiro americano, capaz de distinguir 'sem ses e sem mas', o bem do mal", que "agrada aos operários, aos estudantes, aos intelectuais e aos políticos", e tem "comportamentos irrepreensíveis ditados por valores não negociáveis", embora "ao mesmo tempo se torne protagonista de acções que por vezes desembocam na justiça sumária", tendo matado ao longo de 60 anos "quase três mil pessoas, uma média de sete cadáveres por edição".

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Celebrações em Portugal

O 19º Festival de BD da Amadora, de 24 de Outubro a 9 de Novembro, tem prevista uma exposição. O BDJornal nº 24 vai publicar um dossier sobre o ranger, que inclui uma BD curta e o "Blog do Tex"
 (www.texwiller.blog.com), tem on-line "Tex e os Coyoteros", uma homenagem "não oficial" de Jorge Magalhães e Augusto Trigo, que mostra um Tex diferente, introspectivo, questionar o passado e a ter até um relacionamento romântico, tema tabu nos quadradinhos.

Copyright: © 2008 Jornal de Notícias; F. Cleto e Pina
(Para aproveitar a extensão completa das fotos acima
clique nas mesmas)
 
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30 de Setembro de 2008

Feliz aniversário Tex! (por AMoreira e Adauto Silva)

Tex  faz hoje 60 anos!

O que seria de nós, amantes do faroeste, se não fosse este paladino da justiça, a cavalgar por todos os Estados Unidos, cruzando as suas fronteiras e a linha do Equador, em busca de justiça, e à caça de malfeitores e facínoras, não nos deixando esquecer que o bem sempre triunfará sobre o mal.

O que seria de nós, se não fosse a casa Bonelli, para nos colocar cavalgando, por tanto tempo, junto a este herói.

Viva Tex Willer!

Que viva por mais 60 anos, ou até quando houver corações puros e ingénuos, que acreditem no censo de justiças, e direitos iguais para toda a humanidade!

Viva Tex Willer, para que possamos mostrar aos nossos filhos e netos, que o ideal de justiça, lealdade  e amizade nunca morrerá.

Viva nós outros, que não deixaremos esta lenda morrer.

Para além deste belo e sentido texto da autoria do pard (brasileiro) AMoreira, e sendo ele um desenhador de elevado quilate, não poderia deixar de enviar também a sua homenagem aos 60 anos de Tex na forma de um desenho. Por isso caro Texiano, receba este presente abaixo, que é homenagem do AMoreira aos seus desenhadores de Tex preferidos: Giovanni Ticci e José Ortiz:




Também devido ao facto dos sessenta anos de sucesso do nosso amigo Ranger e de ser igualmente fã do grande Giovanni Ticci, esse grande desenhador de Tex, o desenhador brasileiro Adauto Silva, achou que se pudesse, Tex ofertaria um pedaço do bolo àqueles que o acompanham em suas aventuras ao longo de todos estes anos.
E se assim pensou, melhor executou essa ideia, como se pode constatar neste magnífico desenho (também exclusivo para o blogue do Tex) que recorda a efeméride!



E é com estes dois magníficos trabalhos que engrandecem o blogue do Tex, da autoria destes dois fabulosos desenhadores que encerramos oficialmente as comemorações dos 60 anos de Tex, embora ainda venhamos a ter ainda muitas repercussões a curto prazo, sobre esta histórica efeméride!

(Para aproveitar a extensão completa das imagens, clique nas mesmas)

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29 de Setembro de 2008

3º Encontro de Coleccionadores de Tex em Santa Maria (Brasil)

Realizou-se neste fim de semana de 27 e 28 de Setembro, o 3º Encontro de Coleccionadores de Tex (e demais personagens Bonelli) na cidade de Santa Maria, Estado de Rio Grande do Sul, no Brasil, mais um evento organizado pela Zona Franca Comics, propriedade de Jesus Nabor Ferreira e que faz parte das comemorações brasileiras dos 60 anos de Tex, evento que o blogue do Tex não poderia deixar passar despercebido, pelo que publicamos de seguida, um primeiro relato do acontecimento, escrito pelo próprio organizador, acompanhado de algumas fotos que demonstram o alto nível desta realização, que teve como ponto alto, a exposição de parte da fantástica colecção pessoal do próprio Jesus Nabor Ferreira, um dos maiores fãs e coleccionadores do Ranger:

Por Jesus Nabor Ferreira

Na tarde de sexta-feira, por volta das 14.30, chegou à loja Zona Franca Comics, o grande pard Valdir Damiani, enquanto eu tinha ido ao correio buscar uma caixa contendo os álbuns de Ken Parker “Quatro Estações” e no regresso encontro então o pard Valdir que desse modo ganhou o título de ser o primeiro pard de fora a chegar ao evento.

Em seguida chega o pard Rafael Surchiell. Depois da tradicional troca de abraços e cumprimentos, levo o Valdir até à sala de exibição do encontro. Lá ele começa a arrumar as suas relíquias. Em poucos minutos, Valdir e  eu nos dirigimos à estação rodoviária de Santa Maria  para recebermos o grande pard João Irapuam Torres, um senhor de 76 anos que se deslocou da cidade de São Gabriel para prestigiar o nosso encontro.
Eu, Valdir e Irapuam fomos de seguida ao centro da cidade para procura acomodações e os pards, depois de bem instalados no hotel, retornam à sala para continuarmos a dar os últimos retoques na festa.

Cai a noite e depois de um revigorante banho, encontramo-nos todos para degustar um saboroso rodízio de pizzas numa das melhores pizzarias da cidade. Nesse momento junta-se a nós a minha esposa Be, a minha filha Danielle e o casal de amigos Giovanni e Medianeira.

Somente as imagens que o pard Valdir filmou podem dizer o que foram estes momentos de confraternização e amizade, entre pessoas que mesmo estando separadas por distâncias físicas, estão e estarão sempre juntas no pensamento. Laços de amizades foram firmados ou fortalecidos em mais este grande momento entre famílias.
As imagens que ilustram este meu texto, falam por mim...

Depois de mais de duas horas, comendo e bebendo (sobretudo cerveja como não poderia deixar de ser) rumamos para minha casa, onde o Valdir continuou fazendo filmagens e degustando da minha cerveja gelada. Bem, a confraternização seguia solta quando o amigo Gervásio ligou dizendo que chegaria por volta da meia-noite acompanhado da família toda. Já estávamos ansiosos à espera das travessuras dos gémeos Filipe e Vinicius!

Gervásio e família (Elis, Vinicius e Felipe) chegam à nossa casa e o reencontro das duas famílias é emocionante. Lembranças de grande momentos que passamos juntos em outras vezes logo vem à tona. Já passa da uma hora da madrugada de sábado. Estamos todos exaustos, Gervásio e os seus da viagem, eu e Be das correrias com os preparativos... a hora é de dormir para aproveitar o dia de sábado a todo o vapor.

Após o café da manhã, Gervásio e eu fomos buscar o nosso amigo Antonio Verre (que veio de Buenos Aires) e nos dirigimos depois ao Santa Maria Shopping para abrir o encontro dos coleccionadores. Já passava das nove horas e por isso estava atrasado. Quando chegamos, havia uma verdadeira multidão (umas 20 pessoas) de texianos, todos parecendo uma tribo de índios selvagens prontos para saltar em cima de mim, querendo o meu escalpe, pois estava dez minutos atrasado para abertura do evento.

Valdir e toda a turma logo adentraram no Saloon e começamos finalmente o 3º ENCONTRO DE COLECCIONADORES BONELLI DE SANTA MARIA - RS – BRASIL, ESPECIAL SESSENTA ANOS DO TEX!

As fotos que apresentamos a ilustrar este primeiro relato mostram os momentos inolvidáveis que se viveram no decurso do evento e provam uma vez mais que a paixão pelo Ranger é algo de especial e único, como é o caso do texiano que se deslocou propositadamente da Argentina, ou o caso do Senhor Irapuam, que é certamente um dos mais idosos coleccionadores de Tex no mundo, ou ainda o caso do pard Vilmar que mesmo com sua deficiência física (perdeu uma perna num trágico acidente) segue em frente sendo uma pessoa positiva e coleccionando também o nosso Ranger... exemplos de verdadeiros fãs e que são no fundo os verdadeiros “culpados”, tal como outros milhares de fãs e coleccionadores anónimos, de Tex continuar sendo publicado por esse mundo fora…